Texto falado pela personagem Marina, no avião, quando deixou Brasília, com os amigos, para tentar a carreira no Rio de Janeiro.


Quando a gente viu Brasília lá em baixo, eu comecei a achar que era mais
do que tudo aquela possibilidade de vôo.
Eu sentia a dor que o Léo tava sentindo, mas era inevitável achar tudo pequeno. Era céu demais! Era demais!
Eu amava o Léo. Ele sabia disso. Bia, todo mundo sabia.
Eu amava a possibilidade do novo.
O Rio me assustava. Eu tinha um medo tão grande. Mas até ter medo era novo.
A gente tinha um tédio lindo, porque era tédio de tudo.
E aí, eu percebi que seria diretora e protagonista do filme da minha vida. E que nós faríamos esse roteiro. E eu não ia permitir que nenhum patrocinador influísse. Não ia mesmo!
Começou o nosso filme! E ele não é bom nem mal. É o nosso filme!
Mesmo que doa, é o nosso filme! E daí por diante nós conduziríamos o barco. E para mim, o caminho era mais lindo que o barco. E muito mais lindo do que qualquer lugar para onde pudesse ir.
Valeu Brasília, já fomos!