Montado inicialmente por Hugo Rodas, um coreógrafo e diretor uruguaio radicado em Brasília, que influenciou muito Oswaldo em relação a montagem de peças musicais. Uma peça de temática nordestina, que fala da ânsia de querer ir embora e da ilusão que existe nisso. A ilusão criada pela mídia, de que nas grandes cidades todos irão se dar bem. João sem nome é sobre essa analogia de ir embora. Foi montado em 1975 em Brasília e em 1976 no Rio de Janeiro. Através dessa peça, o grupo de teatro que já contava com Madalena Salles, José Alexandre, Mongol e outros, foi batizado formalmente pelo crítico do Jornal do Brasil, Yan Mishalsky, de "Os Novos Menestréis".
Labirinto
Veja Você Brasília
Cristal Realizado em 1982 em Belo Horizonte, com elenco local, acabou sendo lançado em disco. Cristal consistia em uma série de quadros diferentes , independentes uns dos outros. Nessa época, começa a trabalhar com o grupo de Oswaldo; Sebastian, o atual garoto-propaganda de uma grande rede de lojas.
A Dança dos Signos
Léo e Bia A primeira versão, em 1984, no Rio, contou com a atuação de Isabela Garcia, chegando a ficar 1 ano em cartaz no Teatro Vannucci. “Léo e Bia” foi um dos maiores fenômenos de público da década de 80. Em 2005 voltou a cartaz totalmente multimídia.
Os Menestréis Totalmente voltado para os tipos humanos, poderia ter se chamado A Dança dos Tipos. Abordava tipos como O Chato, A Dama do Sucesso (mulher obcecada pelo sucesso) , A Bailarina Gorda, O Vampiro Doidão (que odiava sangue e era rejeitado por sua tribo), A Dama do Lugar Comum, Valfrído o Paranóico, entre outros, com suas manias e semelhanças com as pessoas comuns. Foi apresentado no Rio, Niterói e Florianópolis. Também virou disco.
Aldeia dos Ventos Em 1986, com atores selecionados em testes por todo o país, essa peça foi montada no Rio. No mesmo ano seguiu em excursão pelas principais capitais do país. No elenco, trazia entre outros: Déborah Blando, Adriana Maciel, Milton Guedes e Vanessa Barum. Aldeia dos ventos trata do conflito entre lógica e mágica. O rei (a lógica) de um país morre. A princesa Desirée, entristecida, sai em busca do Reino dos Mortos, tentando encontrar seu amado rei. Encontra um carroceiro (a mágica), e pede que ele a acompanhe nessa busca. Passam, então, pelo País das Bruxas, País das Atrizes, País dos Desajeitados e Felizes, País dos Apressados, dentre outros, em busca do rei. Quando o encontram, Desirée, encantada com a vida do Carroceiro, já não sabe mais o que ama: a lógica ou a mágica. O espetáculo foi gravado em disco, com a participação de grandes nomes da MPB.
Mayã, Uma Idéia de Paz Peça escrita em parceria com Raimundo Costa, em 1992, é toda narrada em forma de poesia. Como João sem nome, fala sobre a analogia do "ir embora". Começa com um homem entediado, que tem vontade de mudar sua vida, e sofre a tentativa de sua namorada de não permitir que isso aconteça. Ele não aceita e rompe com tudo. Sai, então, viajando sem destino, sempre guiado pela imagem de uma mulher que aparece em seus sonhos. Essa mulher é Mayã, sobrevivente de uma tribo que voava e morava na Terra há 2000 anos atrás. É uma peça alegórica, desenvolvida em cima de lendas e dessa analogia que existe entre a liberdade e qualquer história que fale sobre voar. A primeira montagem foi no Rio. A segunda, em São Paulo, teve o ator Jofre Soares no papel do ancião que narra a estória.
Noturno Escrito e montado em 1991, em São Paulo, foi e é até hoje, o espetáculo de maior sucesso na capital paulista. Praticamente todo ano, é remontado na cidade, formando filas de jovens na entrada do teatro. No palco, uma média de 50 jovens atores, homenageiam os aspectos positivos da noite. É na noite que as pessoas menos competem entre si, menos se deparam com o ridículo, mais se encontram e trocam segredos; é o horário do amor, do sexo, dos mistérios. Em 97, ficou 2 meses em cartaz em São Paulo, trazendo desta vez o musical em CD. Em 98, outras cidades como Brasília, começam a receber Noturno.
Vale Encantado História infantil lançada em livro, filme e CD, conta que os personagens do mundo da fantasia moram num vale e levam uma vida normal, brincando, brigando, fazendo esporte, contando histórias. Só quando uma criança do nosso mundo começa a sonhar, eles são convocados para entrar nesse sonho, onde irão executar as histórias como nós conhecemos. O único habitante do vale que conhece o mundo dos humanos é Papai-Noel, e só ele possui as chaves do portão do vale. Um dia, acontece uma rebelião entre os moradores do vale; estes roubam a chave de Noel e fogem para o mundo dos humanos. Se deparam com velhos sendo tratados sordidamente e crianças cheirando cola, e descobrem então, porque Noel os proibia de sair do vale.
A Lista É a história de 3 meninas que vão para o Rio tentar a carreira de modelo. Uma delas começa a namorar um traficante sem saber, vindo a descobrir mais tarde... tem também um professor de canto engraçadíssimo, a dona da agência de modelos lésbica e o narrador participando ativamente da história. A essência do musical é "que não existe volta", ou seja, você escolhe um caminho e depois que entra nele, não tem mais volta.
Lendas da Ilha "Lendas da Ilha" é um musical que retrata tipos moradores de uma ilha, com suas obsessões, sonhos e medos. Todos querendo e temendo sair dali. Criado em 2000 por Oswaldo Montenegro, tem direção, textos e músicas de sua autoria. Foi montada em Florianópolis, uma ilha linda, com elenco de 86 artistas, a maioria de Florianópolis mesmo, selecionados através de testes, e teve ainda a participação de Madalena Salles (flauta e narração), Léo Brandão (teclados) Johaine Idelfonso e Danielle Marc (na narração, coreografias e jogos circenses), levados do Rio de Janeiro, além do próprio Oswaldo. Vai aí uma mostra de um dos textos: "Ilha não é só um pedaço de terra cercado de água por tudo quanto é lado.
Tipos "Tipos" é um musical que brinca com os incontáveis tipos humanos que vemos pelas ruas. Através da música, do teatro e da dança, percorre “O Chato”, “O Ciumento”, “A Mentirosa”, “A Mineira”, “O Hippie”, “O Religioso”, “A Mulher Sozinha no Bar”..., às vezes de forma caricaturada, às vezes realista, traçando uma rota pelos diversos tipos que somos, conhecemos ou de quem ouvimos falar. |
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