João Sem Nome
Montado inicialmente por Hugo Rodas, um coreógrafo e diretor uruguaio radicado em Brasília, que influenciou muito Oswaldo em relação a montagem de peças musicais. Uma peça de temática nordestina, que fala da ânsia de querer ir embora e da ilusão que existe nisso. A ilusão criada pela mídia, de que nas grandes cidades todos irão se dar bem. João sem nome é sobre essa analogia de ir embora. Foi montado em 1975 em Brasília e em 1976 no Rio de Janeiro. Através dessa peça, o grupo de teatro que já contava com Madalena Salles, José Alexandre, Mongol e outros, foi batizado formalmente pelo crítico do Jornal do Brasil, Yan Mishalsky, de "Os Novos Menestréis".
Labirinto
Foi a segunda peça escrita e dirigida por Oswaldo. Foi encenada em 1977, logo após João sem Nome, no Rio, e nesse espetáculo Oswaldo também trabalhou como ator. É a história de um grupo de amigos que por ideais ou diferentes níveis de coragem para enfrentar seus sonhos, se separam e seguem cada um por um caminho diferente do outro. Dentro do espetáculo, há inserida, uma pequena peça intitulada Paço do Rosário, escrita em parceria com Raimundo Marques, sendo esta a primeira de uma série de parceria dos dois.
Veja Você Brasília

Cristal

A Dança dos Signos

Léo e Bia

Participou dessa montagem de Léo e Bia, no papel título, a até então novata Teresa Seiblitz. Em 1998 foi feita uma segunda versão e em 2005 uma terceira.
“Léo e Bia” foi um dos maiores fenômenos de público da década de 80. Em 2005 voltou a cartaz totalmente multimídia.
Conta a história de sete jovens que em Brasília, no auge da ditadura militar, resolvem viver de arte. Era 1973 e o Brasil assistia, então, a repressão se tornar cruel com quem ousasse sonhar.
A mãe de um dos jovens, a Bia, adoece e fica obcecada pela filha, oprimindo-a das formas as mais cruéis. A peça faz um paralelo entre a ditadura militar e a opressão dessa mãe, a aridez cultural de Brasília e a dor da Bia, a ânsia por liberdade do povo brasileiro e a luta daqueles garotos para se livrar daquela repressão.
A nova montagem foi enriquecida com documentários de época, localizando no tempo e na circunstância histórica o momento em que a ficção ocorria.
Um espetáculo que toca temas constantes na vida de jovens de qualquer época e qualquer cidade, com qualquer sonho... Uma história que apaixona jovens e faz adultos relembrarem. Lúdico e seco, cheio de suspense, humor, energia, amizade, paixão, conflito, amor... como a vida.
Os Menestréis

Aldeia dos Ventos

Totalmente reescrita, mais uma vez essa peça gera um disco com a trilha original, acrescentada de inéditas, como "A Lista". No elenco atual, além de Oswaldo, Madalena Salles, Andréa Veiga, Paula Mercedez, Sasá Wilkins, Thiago D'Errico, Ridan Pires, Juliana Drummond, Carol Nemetala e Fábio Yoshihara.
Leve e bem-humorado, esse musical retrata a típica relação cordial e sem paixão em confronto com as possibilidades arriscadas e fascinantes que o "novo" oferece. Como no texto original, o Carroceiro conduz a Princesa Desirée a vários países - País dos Vaidosos, dos Tristes, dos Desajeitados e Felizes, dos Apressados... e em cada um deles ela vivencia os seres tipificados em mitos interessantes e identificáveis. Aldeia 98 mantém o estilo dos "contadores de histórias", com a música entrando em função da narrativa, com inspiração medieval e saltimbanca.
Mayã, Uma Idéia de Paz

Noturno

Vale Encantado
História infantil lançada em livro, filme e CD, conta que os personagens do mundo da fantasia moram num vale e levam uma vida normal, brincando, brigando, fazendo esporte, contando histórias. Só quando uma criança do nosso mundo começa a sonhar, eles são convocados para entrar nesse sonho, onde irão executar as histórias como nós conhecemos. O único habitante do vale que conhece o mundo dos humanos é Papai-Noel, e só ele possui as chaves do portão do vale. Um dia, acontece uma rebelião entre os moradores do vale; estes roubam a chave de Noel e fogem para o mundo dos humanos. Se deparam com velhos sendo tratados sordidamente e crianças cheirando cola, e descobrem então, porque Noel os proibia de sair do vale.
A Lista

Lendas da Ilha
"Lendas da Ilha" é um musical que retrata tipos moradores de uma ilha, com suas obsessões, sonhos e medos. Todos querendo e temendo sair dali. Criado em 2000 por Oswaldo Montenegro, tem direção, textos e músicas de sua autoria. Foi montada em Florianópolis, uma ilha linda, com elenco de 86 artistas, a maioria de Florianópolis mesmo, selecionados através de testes, e teve ainda a participação de Madalena Salles (flauta e narração), Léo Brandão (teclados) Johaine Idelfonso e Danielle Marc (na narração, coreografias e jogos circenses), levados do Rio de Janeiro, além do próprio Oswaldo. Vai aí uma mostra de um dos textos:
"Ilha não é só um pedaço de terra cercado de água por tudo quanto é lado.
Ilha é qualquer coisa que se desprende de qualquer continente.
Por exemplo: um garoto tímido abandonado pelos amigos no recreio, é ilha. Um velho que esperou a visita dos netos no Natal e não apareceu ninguém, é ilha. Até um cara assoviando leve, bem humorado, numa rua cheia de trânsito e stress é ilha. Tudo na gente que não morreu, cercado por tudo o que já está morto, é ilha. Toda ilha é verde. Uma folha caindo é ilha cercada de vento por tudo quanto é lado.
Até a lágrima é ilha, deslizando no oceano da cara."
Tipos
"Tipos" é um musical que brinca com os incontáveis tipos humanos que vemos pelas ruas. Através da música, do teatro e da dança, percorre “O Chato”, “O Ciumento”, “A Mentirosa”, “A Mineira”, “O Hippie”, “O Religioso”, “A Mulher Sozinha no Bar”..., às vezes de forma caricaturada, às vezes realista, traçando uma rota pelos diversos tipos que somos, conhecemos ou de quem ouvimos falar.
Baseado no programa de televisão homônimo que esteve em cartaz no Canal Brasil durante duas temporadas, o espetáculo percorre, em alta velocidade, montanhas russas de emoção, viajando da extrema alegria à nostalgia hippie, da aguda provocação à depressão da mulher abandonada.
O espetáculo foge da ópera e dribla a opereta, encarnando o narrador no aspecto circense, o menestrel contador de histórias da Idade Média, nas infinitas formas de comunicação que os trovadores estabelecem com o público, utilizando desde percussão no chão, a subir em paredes, ao recurso de sombras, instrumentos musicais, percussão no corpo, latas, ou seja, os mais variados, dos simples aos sofisticados, recursos para se contar uma história.
Filhos do Brasil (Companhia Mulungo)

E Mulungo encaixa-se perfeitamente à nossa Companhia. Não pela dor de nossos ancestrais (longe disso!), mas por serem doze jovens artistas que até bem pouco tempo não se conheciam, mas hoje, juntos, estão “no mesmo barco”.
Há tempos Oswaldo e eu sonhávamos retornar aos musicais. Depois de testes, escolhas, ajeitamentos, saídas e entradas de integrantes, chegamos a esses doze jovens – de Minas, da Bahia, de Tocantins, do Rio Grande do Sul, do Rio. Diversidade rica. E fértil.
Oswaldo convidou Mello Menezes a realizar a parte gráfica e visual do espetáculo. Mello veio conhecer do que se tratava. “Oswaldo, esse espetáculo é tão brasileiro! Eu estou preparando quadros para uma exposição chamada Filhos do Brasil. Acho que tem tudo a ver com teu espetáculo. Que tal você por o mesmo título, Filhos do Brasil, em sua peça, e nós fazermos tua peça junto com minha exposição?” Claro! Estava formada ali uma parceria “mulunga” com este genial e reconhecido artista plástico colorindo ainda mais nosso sonho.
Filhos do Brasil é resultado de muito trabalho e pesquisa. Sob a batuta de Oswaldo, esses jovens artistas brincam de fazer a coisa séria, brincam de trabalhar. Ele queria que o elenco participasse de alguma forma da criação do espetáculo. Pediu que pesquisassem músicas e textos populares de qualquer região do Brasil. Pediu que compusessem sobre temas que lhes apresentava. Depois compôs canções, textos e cenas, juntou algumas músicas antigas suas e criou o espetáculo, que resultou numa linda apologia à cultura brasileira.
Um espetáculo cheio de cor e magia, que percorre do trabalhador rural ao hip hop paulista, da festa junina ao funk carioca, da pureza das meninas do interior à mulher do pescador que espera ansiosa o retorno de seu homem, do matuto ao político esperto. Tudo com muito humor, graça, delicadeza e muita sensibilidade.
No elenco há cantores-bailarinos-atores. Este cd e esse espetáculo são deles. Brincaram no estúdio, da mesma forma que brincam no palco. Um CD novo e autêntico, de gente nova e autêntica. Afinado. Com vozes variadas. Arranjos e interpretações impecáveis. Brasileiro. Filhos do Brasil é muito bom de ouvir. Tanto quanto é muito bom de ver.
- Madalena Salles
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