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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:
Direção de Produção: Roberto Menescal
Arranjos: Oswaldo Montenegro e Roberto Menescal
Foto: Guga Melgar
Capa: Tavares Pereira
Gravado nos estúdios Albatroz
Léo e Bia (1998)

Pra Longe do Paranoá (Oswaldo Montenegro)

Numa tarde quente eu fui-me embora de Brasília
Num submarino do Lago Paranoá
Qero ser estrela lá no Rio de Janeiro
Namorando Madalena na beira do mar
Qualquer dia, mãe, você vai ter uma surpresa
Vendo na TV meu peito quase arrebentar
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
Namorando Madalena na beira do mar
Quem quiser que faça o velho jogo da política
Na sifilítica maneira de pensar
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
Namorando Madalena na beira do mar
Eu tenho o coração vermelho
E o que canto é o espelho do que se passa por lá
Lá no Rio de Janeiro namorando
Madalena na beira do mar
 

Coisas de Brasília (Oswaldo Montenegro e Mongol)

Era frio e era claro
Como a seca de Brasília
Eu já não sei se amava ou sonhava
Isso eu sei
Você era mais loura no meu sonho
Que em meu olho, eu sei
Meu olho era escuro
Pro teu sonho iluminar, eu sei
Era reto e projetado
Como as linhas de Brasília
Não diga o que eu já sei
Eu penso que é mentira, eu sei
A nossa solidão é a do planeta
É quase a mesma, eu sei
Atenda o telefone, ouça meu disco
Ou saia pra jantar, eu sei
Minha canção era loucura
Como a alma de Brasília
Contorna, adoça, põe na boca o fel
Da louca ilha, eu sei
E é quase branca a minha angústia
Eu não te amo porque amei
E quando te encontrar
Vou perguntar o que valeu
 

Por Descuido ou Displicência (Oswaldo Montenegro)

E quando a saudade dela for te afligir, aparece
Quando quiser o seu corpo, mas o meu servir, aparece
Quando me chamar de Bia eu finjo não ouvir, aparece
Por descuido ou displicência
Pra amar em mim aquela que eu não posso ser
 

Janelas de Brasília (Oswaldo Montenegro)

Da janela do meu quarto olho pra Brasília
Os faróis dos carros brilham bem pra lá da Torre
Lógica da arquitetura, lógica do mundo
Hoje ainda gosto de olhar pro mundo
Sem compreender o que meu olho encontra
Hoje a nossa solidão não me parece triste
Olha quanta gente comprando o jornal do dia
Tudo o que eu lhe disse, esqueça
Tudo o que é preciso
Hoje eu tive um sonho
Hoje ta parecido com segunda feira
Mas não leve a mal

 

História Estranha (Oswaldo Montenegro)

Cada história era um sinal
Que o menestrel inventa e eu era assim, meio anormal
Achava que ia ser herói fumando Hollywood, vendendo saúde
Navegando doido, doido, doido, doido e sujo de sal
Cada filme era fatal
Voava década de oitenta rumo ao seu final
E achava que ia ser herói fumando Hollywood, vendendo saúde
Navegando doido, doido, doido, doido e sujo de sal
Cada louco é se não fosse também aqui
Chuva de colibri eu sou um louco santo, ah!
Eu te amo e jazz
Por trás, onde trás do sol nosso sonho de voar
Era uma história estranha que eu sempre quis decifrar
Mas hoje conto sem pensar que a explicação que eu sei que se não há
Sobra luz nesse caos de paixões
 

Drops de Hortelã (Oswaldo Montenegro)

Eu andava meio estranho sem saber o que fazia
eu não sei
Andava assim, eu não sei se era feliz
Eu achava que faria uma canção e a melodia, eu não sei
Andava assim, eu não sei se era feliz
Eu achava que faria tudo que não sei
Que amaria, eu não sei, fazer desenhos com giz
Eu achava que faria uma canção nissei
Eu me sentia, eu não sei, um americano em Paris
Eu achava que tamanho tinha a ver com poesia, eu não sei
Mas toda vida eu deixei a vida entrar no nariz
Me mandei pra Curitiba e como eu gosto dessa vida, ah! eu sei
Que a paixão que eu falei me lembra o anis
Fiz um drops de hortelã da bala que eu te dei
Para atirar no porém da frase que eu nunca fiz
 

Blues da Bailarina (Oswaldo Montenegro)

Ela dançava um blues
Na praça domingo devagar
Como se a vida ficasse esperando
O acorde do blues pra passar
São males que quase nos unem
Mas há quem nasceu pra dançar
Enfrentando medo, que nunca é cedo
E a vida não pode esperar
 

Intuição (Oswaldo Montenegro e Ulysses Machado)

Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquelas de filosofia e mundo bem melhor
Canta uma canção que aguente essa paulada
E a gente bate o pé no chão
Canta uma canção daquelas, pula da janela
E bate o pé no chão
Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não
Sem o verso estilizado, o verso emocionado
Bate o pé no chão
Canta o que não silencia, é onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada da voz arrancada ao nosso coração
Como sem licença ao sol, rompe a barra da noite sem pedir perdão
Hoje, quem não cantaria, grita a poesia
E bate o pé no chão
 

Som Molhado (Oswaldo Montenegro)

Repare o som
Alguém entrou no mar
O mar é o mesmo som de alguma risada
Repare o tom
De alguém quando falar
Falar é o mesmo som de alguma risada
Tente reparar, é bom
Quando o vento dá na folha
Lembra o mar, é o mesmo som
Da criança quando o olha
O som de qualquer chuva molha
 

Quem Havia de Dizer (Oswaldo Montenegro)

E quando de repente atravessando
A mesma rua engarrafada
A gente se encontrar
Eu sei que você vai imaginar
Que como fazem na TV
Uma canção romântica há de vir no ar
Selar o encontro que o corpo pede
E o coração aos pulos quer viver
E quando a gente descobrir que as coisas
Não são mais como propunha o passado pro futuro
Quem havia de dizer, a gente se encontrando
E o som dos carros, no seu movimento
Encobrindo a nossa falta de assunto e de prazer
Que a gente finge ter no chopp
Enquanto busca o que dizer
E quando as palavras forem todas repetidas
E o tédio for aquilo que o cigarro disfarçou
E quando, entediadas, nossas mãos se derem
Não entrelaçadas, como até convém
Mas sim como pousadas sem destino
Sua mão em desatino sobre a minha em solidão
E quando a nossa dor feita silêncio
Mos fizer virar as costas
Levantar sem qualquer gesto, sem palavra
Sem canção alguma a buzinar no ar
Sem ter remédio ou poesia
Como alguém normal faria
A gente se vê qualquer dia
Grande abraço (e quem diria)
Sem sequer nos lamentar

 

Léo e Bia (Oswaldo Montenegro)

No centro de um planalto vazio
Como se fosse em qualquer lugar
Como se a vida fosse um perigo
Como se houvesse faca no ar
Como se fosse urgente e preciso
Como é preciso desabafar
Qualquer maneira de amar varia
E Léo e Bia souberam amar
Como se não fosse tão longe
Brasília de Belém do Pará
Como castelos nascem dos sonhos
Pra no real achar seu lugar
Como se faz com todo cuidado
A pipa que precisa voar
Cuidar de amor exige mestria
E Léo e Bia souberam amar

 

Paranóia de Brasília (Oswaldo Montenegro e Canções Infantis...

Ordem, seu lugar, sem rir, sem falar
Com um pé ao outro, uma mão à outra
Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to não morreu
Eu fui no Tororó beber água e não achei
Bia, bem pra casa, filhinha
Sai da rua, Bia