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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:
Eng. de Gravação: Paulo Carvalho
Eng. de Mixagem: Alexandre "Meu Rei"
Arranjos, Violão e Teclado: Oswaldo Montenegro
Flauta: Mdalena Salles
Produção: Kamila Pistori
Gravado eno Estúdio Eco Som - ABR/2010

 
Canções de Amor (2010)

Por descuido ou displicência (Oswaldo Montenegro)

E quando a saudade dela for te afligir
Aparece
Quando quiser o seu corpo, mas o meu servir
Aparece
Quando me chamar de Bia eu finjo não ouvir
Aparece
Por descuido ou displicência
Para amar em mim aquela que eu não posso ser
É que pra Bia sonhadora
O mundo era azul por beleza
Tudo o que acontece, se acontece, era pra ser
Com certeza
É que pra Bia sonhadora o mundo era um balão
Que voava num universo caipira
Nas festas de São João, que Deus da todo mês
 

Sempre não é todo dia (Oswaldo Montenegro e Mongol)

Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Olhei pro meu espelho e rá!
Gritei o que eu mais queria
Na fresta da minha janela
Raiou, vazou a luz do dia
Entrou sem me pedir licença
Querendo me servir de guia
E eu que já sabia tudo
Das rotas da Astrologia
Dancei e a cabeça tonta
O meu reinado não previa
Olhei pro meu espelho e rá!
Meu grito não me convencia
Princesa eu sei que sou pra sempre
Mas sempre não é todo dia
Botei o meu nariz a postos
Pro faro e pro que vicia
Senti seu cheiro na semente
Que a manhã me oferecia
Olhei pro meu espelho e rá!
Meu grito não me convencia
Princesa eu sei que sou pra sempre
Mas sempre não é todo dia
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia
 

Fruta Orvalhada (Oswaldo Montenegro)

Eh, morena, ta faltando essa areia molhada
E o cheiro de sal madrugando na boca da gente
E o sono na rede embalando teu corpo
E a roseira fazendo das suas
Nascendo uma rosa na lua e o luar no jardim
Abacaxi ta faltando e limão, tangerina
No gosto da boca e a rima fluindo da noite
E o cabelo cheirando a jasmim
De manhã manga rosa parece molhada
Teu corpo é fruta orvalhada
Que a terra preparou pra mim
 

Se Puder sem Medo (Oswaldo Montenegro)

Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa, eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e, se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir, fechando atrás a porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço, qualquer coisa, aviso
Deixa o que fingiu levar, mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora, a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade, é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranquila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse, mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia, mas pensei que dava
 

Tempo das Águas (Oswaldo Montenegro e Raíque Mackau)

Vem, que eu sonhei com você
Vem bonito me ver, acordar os cristais
Corre, depressa me ver
Que eu já vejo os navios
Deixando o cais
Brilho das pedras do fundo do mar
Por onde te bates
Vem, que só vendo pra crer
Vem bonito pra mim
Que nem eu compreendi
Que era verdade
Tempo das águas de muitas marés
Me conta quem és
Vem, que eu contei com você
Vem bonita pra mim
Que eu me comprometi
Com a felicidade
 

Quem havia de dizer (Oswaldo Montenegro)

E quando de repente atravessando
A mesma rua engarrafada
A gente se encontrar
Eu sei que você vai imaginar
Que como fazem na tv
Uma canção romântica há de vir no ar
Selar o encontro que o corpo sente
E o coração aos pulos quer viver
E quando a gente descobrir que as coisas
Não são mais como propunha o passado pro futuro
Quem havia de dizer?
A gente se encontrando e os som dos carros no seu movimento
Encobrindo a nossa falta de assunto e de prazer
Que a gente finge ter no chopp
Enquanto busca o que dizer
E quando as palavras forem todas repetidas
E o tédio for aquilo que o cigarro disfarçou
E quando entediadas nossa mãos se derem
Não entrelaçadas como até convém
Mas sim como pousadas sem destino
Sua mão em desatino sobre a minha solidão
E quando a nossa dor feita silêncio
Nos fizer virar as costas
Levantar sem qualquer gesto, sem palavras
Sem canção alguma a buzinar no ar
Sem ter remédio ou poesia
Como alguém normal faria
A gente se vê qualquer dia
Grande abraço e quem diria
Sem sequer nos lamentar
 

Não há segredo nenhum (Oswaldo Montenegro)

Apaga a dor, já passou
Abre a janela feliz
Olha que o vento soprou
Bem mais cor do que você quis
Canta o que nunca cantou
Foi teu irmão que pediu
Tudo o que sempre sonhou
Tava perto e você não viu
A vida é bola de gás
Segura a corda com a mão
Tudo o que o vento não traz
Ta guardado em seu coração
A estrada sempre tem luz
O amor tem sempre razão
Quando a alegria conduz
Não importa qual direção
Lembra da flauta que ouviu
Vai te ensinar a dançar
Pensa que quem já partiu
Ta voando e vai te encontrar
Todo milagre é comum
Todo poder é fugaz
Não há segredo nenhum
E o teu sonho, a mão do amor traz
 

Rio Descoberto (Oswaldo Montenegro e Raíque Mackau)

Quanto o sol mais se esconde
Aonde eu te perdi
Tenho as asas de sonho
De indefeso passarinho
Joga a primeira pedra
Pousa os olhos em mim
Sou como um rio descoberto
Só de saudade de ti
Céu das cidades satélites
Luzes que enxergo daqui
Guia do instante em que estou eu só
E que me entrego pra ti
Diz onde é que eu te encontro
Que eu não tenho onde ir
Tô cansado de abandono
Quero um colo pra dormir
 

Em Tempo (Oswaldo Montenegro, Mongol e Raíque Mackau)

Mesmo que já fosse muito tarde
Pus a sombra da minha vida
Sobre as linhas de suas mãos
Tantos desacertos e disfarces
Coisas do meu coração
E engraçado é que eu não tinha medo
Que você me revelasse
Desenhasse os meus segredos
Sobre as linhas de outras mãos
Mesmo que já fosse muito tarde
Fiz silêncio em minha vida
Quando a gente se calou
Hoje evito ruas e olhares
Cruzamentos que se andou
Porque agora, eu juro, tenho medo
Que em tormento pelos bares
Você conte assim nos dedos
O que sonho e como sou
 

Paixão de Bar (Oswaldo Montenegro e Mongol)

Quando a turma lá do bar fala da gente
Erguem brindes, confusão
Ao casal louco, de amor incandescente
Aos profetas da paixão
Alguns gritam que as histórias que vivemos
Não têm nexo, tradução
Que as histórias que acontecem nas novelas
Já são mera imitação
Alguns contam, entre gins e gargalhadas
Que és vara de condão
Que transforma a minha valsa ultrapassada
Na mais pura afinação
Exageram, fazem rimas, comemoram
E afirmam de antemão:
Parceria destas pra vida inteira
É pros sonhos, proteção
Mal sabem eles que a gente nem se encontra
Mas no resto têm razão
 

Estrelas (Oswaldo Montenegro)

Pela marca que nos deixa
A ausência de som que emana das estrelas
Pela falta que nos faz
A nossa própria luz a nos orientar
Doido corpo que se move
É a solidão nos bares que a gente frequenta
Pela mágica do dia
Que independeria da gente pensar
Não me fale do seu medo
Eu conheço inteira sua fantasia
E é como se fosse pouca
E a tua alegria não fosse bastar
Quando eu não estiver por perto
Canta aquela música que a gente ria
É tudo que eu cantaria
E quando eu for embora, você cantará
 

Bandolins (Oswaldo Montenegro)

Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não? E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim seu colo
E como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando o som dos bandolins
Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par, o vento e a madrugada iluminavam
A fada do meu botequim
Valsando, como valsa uma criança
Que entra na roda, a noite ta no fim
E ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins
Ao som dos bandolins
 

Por Brilho (Oswaldo Montenegro)

Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel
Onda vá
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
A tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel
Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
E isso não é bom nem mal
E onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
vou ver o teu sinal
 

Travessuras (Oswaldo Montenegro)

Eu insisto em cantar
Diferente do que ouvi
Seja como for, recomeçar
Nada há, mas há de vir
Me disseram que sonhar
Era ingênuo, e daí?
Nossa geração não quer sonhar
Pois que sonhe a que há de vir
Eu preciso é te provar
Que ainda sou o mesmo menino
Que não dorme, a planejar travessuras
E fez do som da tua risada um hino
 

Poema pro Descanso do Amor (Oswaldo Montenegro)

O amor indo embora
Deixou o nervo à flor da pele
E como toda flor
A flor da pele é delicada
É preciso andar devagar
Nosso amor é um menino dormindo
Fogo e suave
Eu vou puxar pra sempre um lençol de estrelas
Ele vai te cobrir no frio
E quando você me vir cuidando de alguém
É pra que esse alguém não te machuque
Vamos pro mundo
Que o mundo é nossa casa
Solta tua gargalhada
E vamos seguir juntos
Olhando lá em cima, pra sempre
Os sinais do Cruzeiro do Sul
 

Lua e Flor (Oswaldo Montenegro)

Eu amava como amava algum cantor
De qualquer clichê, de cabaré, de lua e flor
Eu sonhava como a feia na vitrine
Como carta que se assine em vão
Eu amava como amava um sonhador
Sem saber por quê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia não amanhece não
Eu amava como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te contar
 

Sem Mandamentos (Oswaldo Montenegro)

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