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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:
Direção Artística: Liminha
Fotos: Milton Montenegro
Capa: Ruth Freihof
Estúdio de Gravação e Mixagem: Transamérica (RJ) 
Asa de Luz (1981)

Lume de Estrelas (Oswaldo Montenegro e Mongol)

Toda vez que eu volto, to partindo
E no sentido exato é por saudade
Ah, coração, taí a festa e nós
Por aí vai nossa colorida idade
Diga depressa com quantas paixões
Faz-se a canoa do amor que a gente quer
E quando eu não voltar acenda o mesmo lume
De estrelas que eu deixei no teu olhar
 

Pode Ser (Oswaldo Montenegro)

Pode ser
Que a gente se acostume a ficar só
Tente, só que eu duvido muito
Quando a gente fica junto
O coração desfaz o nó
E bate palma pra entrar na brincadeira
E bate palma que é pra mão não ficar só
E bate palma pra entrar na brincadeira
E bate palma que é pra mão não ficar só
E bate como vai bater a vida inteira o coração
Quando a gente se separa, dá um nó


 

Sabor (José Alexandre, Mongol e Oswaldo Montenegro)

Quase que eu ando na rua
Como quem anda num trem
Sem conduzir, indo ao sabor
Quem sabe lá se quem vai, vem?
Será doce a chegada
Se eu não tiver que explicar
Você lembra a ventania
Sobre a ponte que ligou nossa emoção?
E quando a gente se olhar
Quando a gente se olha pro que eu sempre fui
Como num trem, sem conduzir
Como hoje eu ando na rua
 

Os Trilhos (Túlio Mourão)

Porque o trem tava nos trilhos
Desafio a incomodar
Meu coração de menino
Era puro palpitar
A certeza por um fio
Fio de água a minar
Que eu trocava por um rio
Que eu sonhava com o mar
Porque o sol dava nos trilhos
Com seu brilho a me cegar
Porque o dia era bonito
Eu só pude acreditar
Na promessa mais sublime
Na tolice mais vulgar
De ver dois braços do mundo
E correr para abraçar
Mas o tempo anda nos trilhos
Quem me leva e quem me traz
Quem rompeu com a cor do mundo
Nos meus olhos de rapaz
A paisagem e a ventura
Guardo pra um dia lembrar
Coração quer é ternura
Não é partir, nem ficar

 

Luz e Sal (Mongol e Oswaldo Montenegro)

Repare o sal
Como brilha o sal
Como brilha o olho do mundo
Como brilha o sol
Na certeira rota insere
Sua luz sal
Como brilha, como brilha
Repare atrás
Como brilha atrás
O que a gente deixou no fundo
Do teu olho e o sol
Com seu brilho doido afere
Nossos trilhos, nossos trilhos
Repare mais
Como brilha mais
O que a gente deixou no mundo
Como brilha o sol
Na certeira rota adere
Nossos filhos, nosso filhos
 

Asa de Luz (Oswaldo Montenegro)

Cada luz com sua sombra
Cada porto com seu mar
Cada riso com seu medo ou não
Cada cego com seu olhar
Cada mão com sua ausência e ar
Cada muro com seu vão
Cada amor com sua ânsia e dar
Cada dois com a solidão


 

Sujeito Estranho (Oswaldo Montenegro)

Era um sujeito estranho
Na barba, nos olhos, no rosto de sal e mais
Era um sujeito como se fosse possível
Chover sem molhar e mais
Era como se um índio pudesse tentar
Ser como ele era e mais
Era um menino estranho, um homem tamanho
Sabia pegar e mais
Era como se a força
Como se um redemoinho puxasse mais e mais
Era como se a lua que eu trago nos dedos
Nos puxasse mais e mais
Era como se não tivesse sido jamais

 

Palavras Cruzadas (Oswaldo Montenegro)

Data de um certo dia
A nossa primeira palavra
E o vento da noite veio
Esfriar os sonhos que ousamos ter
Longe de ser palpável
A nossa liberdade era a primeira
Das coisas que floresciam
Em meio a outras que iam nascer
Como se fosse novo
A gente olhava o nosso coração
Doido como se fosse
Como se ainda houvesse algum lugar
Louca a nossa vida
É como a do planeta: viajar
Longe a nossa estrela
É como se houvesse uma canção lá


 

Coisas de Brasília (Oswaldo Montenegro e Mongol)

Era frio e era claro como a seca de Brasília
Eu já não sei se amava ou sonhava isso, eu sei
Você era mais loura no meu sonho que em meu olho, eu sei
Meu olho era escuro pro teu sonho iluminar, eu sei
Era reto e projetado como as linhas de Brasília
Não diga o que eu já sei, eu penso que é mentira, eu sei
A nossa solidão é a do planeta, é quase a mesma, eu sei
Atenda o telefone, ouça meu disco, ou saia pra jantar, eu sei
A canção era a loucura como a alma de Brasília
Contorna, adoça, põe na boca o fel da louca ilha, eu sei
E é quase branca a minha angústia, eu não te amo porque amei
E quando eu te encontrar vou perguntar: o que valeu?


 

Olho do Mundo (Oswaldo Montenegro e Mongol)

 Era tão cedo era
Tão cedo sempre era
O olho do mundo